sexta-feira, março 16, 2007

E agora?!...

Allgarve...
made in England?!...
Oporto, Lisbon, são as novas cidades da Portuland...
O Camões virou-se no túmulo...
Não sei não... até onde iremos?????

FOR SALE... talvez...

domingo, março 04, 2007

À espera do mar...


O que há de novo no país ao pé do mar?


O Atlântico continua a ser a nossa maior riqueza.

É para lá que olhamos sempre que fixamos o horizonte na sua imensidão, na sua grandeza.

Tanta água, tantas lágrimas, tanto sofrimento e ele, ali, ondulando eternamente. Espumando-se todo, à nossa espera.

É a saída, o recurso esquecido, uma fortuna ancorada à nossa espera.

Deram-nos o caminho da terra para esquecermos o caminho do mar.

O mar já nos deu tanto!...

Viramos-lhe as costas e só o visitamos de vez em quando. Até o achamos velho e rabugento. Fora de moda e ultrapassado. O Nascente é que está a dar. É a nossa ilusão. Foi o nosso engano e a nossa perdição. Na ânsia da modernidade renegámos, por vergonha, a nossa maternidade, a nossa identidade.

O mar ligou-nos sempre ao mundo, construiu a nossa cultura, deu-nos a credibilidade e a autoestima, o orgulho de ser gente do mar, sem fronteiras nem limites.

E hoje? Vejamos o que sentimos e o que pensam de nós?

Só há um caminho. O regresso à nossa cultura e identidade.

Dominamos a tecnologia e o saber fazer. Também sabemos fazer contas à vida!...

O Atlântico é a nossa reserva. Está ali, ao pé, à nossa espera, para nos servir...

Vamos ver o pôr-do-sol!...

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O poder quando cego, surdo e mudo...é ilegítimo...

Vejamos então, como anda a Nação...

Quando tocam as trombetas e o medo anda no ar,

Vai-se tudo endireitar, reformar, racionalizar, legitimar,
Modernizar, (eu sei lá que mais...)

Contra tudo e contra todos, a força da lei vai ditar!

E a lei vai amarrar, amedrontar, arrepiar, desmotivar, angustiar...

É tudo feito a preceito, não tem nada que enganar!
Tudo ficará perfeito.
Tudo irá endireitar.

A lei é silenciosa,

Solta as raivas e rancores,

Uma coisa preciosa...
Para servir os Doutores...

Na Saúde,
(estamos todos doentes) na Justiça e Educação,

Obras primas quem as tem, lá prós lados de Belém, foi montada a armação,
Os amigos, dão-se bem!

E, contestar?!

É um crime!...

Contra o regime!...

Contra o Estado!...

Quem não é?!...

Anda trocado.

É subversivo, abusivo,

Anda mal habituado.

Não tem futuro, à procura de um furo,

É um ser ultrapassado.


Palavras enigmáticas!!!

Não domina as boas práticas.

Oportunista, ganancioso,

Preguiçoso e instalado,

Retardado e malcriado.

Contra o muro é impotente,

Incontinente, atrasado.

É a imagem no presente

Do homem de antigamente,

Homem honesto e honrado,

Que pobre, andava contente

E nos bolsos tinha um cravo, cansado de ser escravo...

Numa manhã primaveril

Que a memória retém,

Sentiu-se um dia, diferente,

Pensava que era alguém...

Mas, o sonho que sonhava!...

O voto, não deu em nada

E a tristeza lá vem...

Vai ser a minha namorada!...


domingo, fevereiro 25, 2007

Angústia, frustração, a pandemia instalou-se...


Não resisto a publicar um poema que me enviaram há dias.

Sente-se, cada vez mais, uma raiva que grita, um coração que soluça, uma vontade à procura da luz, do astro, da energia que se perdeu nestas noites de breu...


(...)

No "Dia dos Namorados"

Solto a minha paixão...

Quando te imagino a "decretar",

Parte-se-me o coração;

Começo logo a suspirar(?)

Por mais uma "substituição"...

Teus negros e doces olhos,

Tua face tão altiva,

Arrebata-m'o desejo,

P'la tua "componente não lectiva"...

Teu nariz arrebitado,

Símbolo de tanta firmeza,

Mais consegue realçar,

Contra os professores a dureza.

Sou muito tímido, eu sei;

E cuidadoso no trato,

Se não colocaria(?)

No cacifo o teu retrato...

Nas longas horas que passo,

Na "sala de estudo", aos bocados,

Vou enchendo resmas de folhas,

Com corações trespassados...

E na "sala do aluno"?

Se não fosse a confusão,

Volumes de poemas faria(?)

Vertendo a minha paixão...

Nas horas de "Biblioteca",

Pesquiso, sempre à procura,

De nas revistas encontrar (?)

A tua adorada figura...

Só não consigo compreender,

O meu amor não correspondido;

Passo os meus dias na Escola,

Ando, por aqui, todo partido...

Com tamanha frustração

E injusto sofrimento

O meu amor tornou-se ódio

E a Escola um tormento...

(...) autor anónimo

domingo, janeiro 14, 2007

Hoje, 14 de Janeiro, chegou ao fim da sua caminhada um PAI um AMIGO, um companheiro...



Rodrigo Gomes Pinto

Amigo de toda a gente,

Da família, um amparo,

Era sempre alguém diferente!

Hoje, em dia, muito raro...

Deixa saudosos os amigos,

A vizinhança, em geral,

Era uma alma carinhosa,

Amada por tanta gente,

Pela a sua companhia,

Ninguém ficava indiferente.

Ao longo de uma vida, pesada, sofrida,

Nunca perdeu o sentido da vida,

Que dá lugar à razão.

Ficará eternamente na memória

De todos, quantos o viram,

Que com ele conversaram,

Uma voz amiga,

Um gesto, simples, mas puro,

Que ser amigo, hoje em dia,

É algo de muito apuro.

terça-feira, outubro 10, 2006

"Déjá Vue"



Duas imagens, à primeira vista, inofensivas. Mas, tendo em linha de conta o passado, nomeadamente, a primeira metade do século XX, preocupantes para qualquer individuo, cidadão do mundo, ou das ilhas adjacentes, a Ocidente ou a Oriente desta praia Lusitana, peninsular e atlântica. Estas imagens revelam um "déjá vue" angustiante, pelas possíveis consequências que transportam. Por um lado, uma ditadura feroz e ameaçadora, por outro, uma "Jiad" ou guerra santa, pelos princípios sagrados do Corão... religião que persegue a organização socio-política ocidental e capitalista, herdeira de um estado construído na base dos princípios ideológicos e filosóficos judaico-cristãos, dominadora da riqueza mundial, produtora de uma nova aristocracia burguesa, com tendências imperiais e globalizantes, na sua prática.

Não encontro muitas soluções para este "trilema".

Ou o império anglo-saxónico e os seus aliados tomam o poder mundial e silenciam os seus inimigos, ou generaliza-se a resistência das "tribos guerreiras" que vivem na orla, nas fronteiras do Império e que, aos poucos e poucos, invadem e destruturalizam a periferia.

Quando o centro não controla a periferia, o colapso civilizacional está próximo. É uma questão de tempo.

Estaremos no limiar de uma nova idade das trevas?

Gostaria bem que não! Ainda gosto de andar de mota. Disfrutar da paisagem e do bom vinho português, da "Boa Vida", que saudades...

terça-feira, agosto 22, 2006

O sargaço já não é o que era...


Com tanta tecnologia existente, com máquinas de limpeza das ruas, com tanta preocupação ecológica e ambiental, não se percebe a razão de tanto lixo na praia da Póvoa de Varzim. A praia, há duas semanas, virou eira de secagem do sargaço que as marés vivas depositaram nas areias, à disposição dos turitas de cá e de lá... Só que se tornou num viveiro de moscas. Uma espécie de lixeira em decomposição que ninguém procura resolver. Uns dizem que a responsabilidade é da capitania, outros, da Câmara. Neste jogo de competências quem paga é o zé pagode, como de costume. O mais ridículo é que não autorizam a recolha do sargaço pelos pescadores/camponeses que, há décadas, apanhavam esta espécie de adubo, muito rico, para cultivarem as gamelas, os terraços, os campos que enchem os mercados do norte, com as hortaliças, as cebolas e cenouras de que já tenho saudades do seu sabor...
Haja, ao menos, respeito por que paga impostos e as férias. Haja vergonha, pelo menos.

domingo, junho 04, 2006

Traumas de infância...no que dão...



Não se consegue entender as causas da perseguição movida aos professores pela Sra. Ministra, com a cumplicidade de todo o governo da república.
Amesquinhar os docentes deste país com medidas populistas, insólitas e demagógicas, dignas dos mais serôdios intérpretes da politiquice barata, preocupados em vilipendiar a escola pública, descaracterizando-a, fragilizando-a diariamente, despacho após despacho, despachando-a para a sargeta da sociedade, é assunto a ser tratado no leito do psicanalista. Há trauma por aí. Algumas das cabeças que nos dirigem estão com graves disfunções e problemas que só poderão resolver com a intervenção dos especialistas na matéria.
Então, vejamos:
Com a possibilidade aberta aos pais para avaliarem os docentes, abre-se a caixa de Pandora.
Os doentes poderão avaliar os médicos e os clínicos, os automobilistas os elementos da Brigada de Trânsito, os condenados os Juízes, e por aí, adiante... legalizam-se os treinadores de bancada e o país vira, de repente, numa enorme confusão, numa anarquia institucionalizada, caracterizada numa república do tipo"sur-americana". Portugal muda desta forma para Portusil, Portulândia, ou Portupolis, sem bananas e com cheiro a maresia, misturada com esgotos e muitas embalagens de plástico à mistura. O esterco anda no ar, na terra e no mar. Deu à costa uma maré que contamina tudo e todos. É urgente a limpeza desta terriola à beira mar prostada. Os ventos alisados deixaram-se de sentir. As velas, há muito rasgadas, deram lugar às motas de água e aos cadilaques vistosos, adquiridos em suaves prestações mensais. Um país em prestações, de dívida em dívida até à poeira dos bolsos. E depois? Quem virá resgatar o futuro perdido?
Um horizonte de névoa escura e triste vai -se fazendo sentir a cada passo que damos...
Meus senhores, tratem-se enquanto há tempo. Sem autoridade intelectual não há sistema que resista. Destruir a autoridade dos docentes é iniciar o caminho das trevas. Os pais, há muito que se demitiram de o fazer. São o reflexo da tal república da Portulândia. O paraíso perdido...

quinta-feira, maio 11, 2006

ir a banhos...

Naquele tempo, a maioria das pessoas casavam-se no mês de Junho (início do
Verão), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em Maio, em Junho, o
cheiro ainda estava mais ou menos...
Entretanto, como já começavam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o
costume de carregar bouquets de flores junto ao corpo, para disfarçar.
Daí temos em Maio o "mês das noivas" e a origem do bouquet.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.
O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois, sem trocar a água (reparem que lindo!), vinham os outros homens da
casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças.

Os bebés eram os últimos a tomar banho, portanto,
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era
possível perder um bebe lá dentro.

É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with
the bath water", ou seja, literalmente "não deite fora o bebé juntamente com
a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...

Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram
o melhor lugar para os animais se aquecerem - cães, gatos e outros animais
de pequeno porte, como ratos e besouros.
Quando chovia, começavam as goteiras os animais pulavam para o chão.
Assim, a nossa expressão "está a chover a cântaros" tem o seu equivalente em
inglês em "it's raining cats and dogs".
Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se
transformou no dossel.

Aqueles que tinham dinheiro, possuíam "loiça" de estanho.
Certos tipos de alimentos como o tomate, oxidavam o material, o que fazia
com que muita gente morresse envenenada - lembrem-se que os hábitos
higiénicos da época não eram lá grande coisa...
Daí que durante muito tempo o tomate foi considerado como venenoso.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque.
Essa combinação, por vezes, deixava o indivíduo "K.O."(numa espécie de
narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho).
Quem passasse pela rua pensava que o fulano estava morto, recolhia o corpo e
preparava o enterro. (mais nada!)
O "defunto" era então colocado sobre a mesa da cozinha (que linda ideia,
não?!) por alguns dias (DIAS?!) e a família ficava em volta, em vigília,
comendo, bebendo (na boa vida é o que é!) e esperando para ver se o morto
acordava ou não.
Daí surgiu a vigília do caixão ou velório, que em inglês se diz Wake, de "acordar".

A Inglaterra é um país pequeno, e nunca houve espaço suficiente para
enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos
retirados e encaminhados ao ossário e, o túmulo era utilizado para outro
infeliz. (Pessoal, isto é Reciclagem!!).
Por vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do
lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido
enterrado vivo.
Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do
defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava presa a um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias.
Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar.
Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje.

segunda-feira, maio 08, 2006

Maio das flores...


Se fosse Maio, sempre...
As árvores, os pássaros, as flores
Cobriam a terra com mil cores.
A mãe Natureza, de mansinho, abria o manto
Cobrindo a casa, a cidade e o campo.

quinta-feira, abril 27, 2006

A Madrugada que trouxe a luz...



Era uma vez, Abril…
Uma madrugada fresca e clara,
Fugidia da treva, da noite cerrada.
No peito do soldado batia forte o coração,
Da noite fugia e o dia clareava... era forte a emoção.
O conjunto que fazia aquela estrada resplandecia
Da vontade e do ardor e dali, ninguém fugia.
Era o tempo da mudança,
De reforçar a esperança,
De ver clarear o dia.
De voltar p’ra casa
De abraçar a mãe, o pai, os irmão e a noiva.
De sorrir… e, por fim,
Respirar fundo e dizer de peito aberto,
Acabou o medo, os ventos da liberdade varrem a serra…
Em breve, acabará a GUERRA…

quinta-feira, abril 20, 2006

Recordações de uma madrugada gloriosa...


Saímos de Sta. Margarida pelas 02:00h da manhã do dia 25 de Abril, por uma picada estreita, até à nacional, em direcção à Golegã. Aí, encontrámo-nos com uma força pitoresca de engenharia de Tancos.
Eram muitos carros, aparatosamente armados, com um condutor e um praça. O aparato bélico era arrasador. Tenho a certeza que nada funcionaria, caso fosse necessário. O aspecto era fundamental para impressionar os paisanos. Seguimos em direcção a Almeirim e, depois, até à ponte de Vila Franca de Xira. Era o nosso primeiro objectivo. Segurar e defender a Ponte até que fossem recebidas ordens para abandonar o local.
No caminho para Almeirim, adiantei-me da cabeça da coluna. Tinha recebido informações do Tenente Pessoa que a GNR poderia tentar interceptar-nos à entrada da vila. A minha Berlliet deu uma volta, pelo largo da Tourada e nada vimos. Apenas, num virar de esquina, apercebi-me de um verdelhão que sprintava forte na sua pasteleira. Rimo-nos do espectáculo com receio de espantarmos mais o homem que, de certo, o medo lhe chamuscava as coadas das calças de caqui poído. Era a imagem de um Estado Novo a cair de podre. Mais animados, juntámo-nos à cabeça da coluna que tinha feito alto, esperando pelo nosso regresso.
Quando ocupámos a Ponte, apeteceu-nos experimentar um primeiro gesto de liberdade. Retirar os funcionários das cabines e instituir a livre circulação de veículos nos dois sentidos. Os camionistas que, entretanto, atravessavam a Ponte Carmona, não se continham em agradecimentos e aclamações, atónitos com a nossa presença e com as primeiras notícias e comunicados.
A partir daí, nunca mais ninguém pagou portagem. A Ponte ficou livre para todos e para sempre.
Foi o primeiro contributo da Companhia de Caçadores 4246 para a construção do Portugal democrático. Que saudades...
Um forte abraço a todos os elementos dessa Companhia de heróis anónimos. Foi há 32...

quarta-feira, abril 05, 2006

Abertura do Media Market na Polónia





E pensava eu que os polacos não eram como nós...
A zona de Lamaçães, quando da abertura da grande superfície de electrodomésticos, em Braga, esteve entupida durante horas...
Não houve cenas polacas, mas bracarenses. Não houve destruição ostrogoda, nem vandalismos como a leste. A febre do consumismo, nos países de leste, é cada vez mais forte. Renderam-se ao capitalismo ocidental...
Só faltam os carros chineses... eléctricos ou a H2O, para a coisa estoirar de vez.
Os iranianos que se deixem de bombas atómicas e se virem para os LCDs, MP3, DVDs, GPSs, Tunings, COCA-COLA com bagaço ou pirolitos de limonada ( por causo do corão). A globalização é assim...tudo ao monte e fé em Deus.

segunda-feira, março 27, 2006

Outros cowboys...


Antigamente, os cowboys eram a sério…
Antigamente, as brincadeiras eram outras. Imaginavam-se aventuras, criavam-se personagens, construíam-se os artefactos, as rodas, os carrinhos de rolamentos, os guiadores, cuidadosamente revestidos de lã multicolor… as pistolas de barro, os bonecos do presépio e o musgo arrancado dos penedos do monte ou de palhinha na mão, escabichando a loca do grilo…
Hoje, é vê-los á frente da “pantalla”, adoçando o bico com morangos estragados do adoçante.
Se algum miúdo convida a garotada para a brincadeira, ouve-se logo:
- Só não quero que brinquem aos cowboys.
Coisas novas…os novos westerns já não são nada do que eram…livra…

segunda-feira, março 20, 2006

Vamos esperar o CUCU?!


Era uma alegria!
Os rapazes da escola faziam passar a mensagem com uma enorme seriedade.
Era um ritual sagrado.
-Amanhã, pelas oito horas da manhã, chega o cucu de comboio. Vamos lá estar, todos, para o receber.
Era ver, no dia seguinte, os mais crédulos, comboio após comboio, à espera do cucu que nunca mais chegava.
-Será que lhe aconteceu alguma? - interrogavam-se uns e outros.
A meio da manhã, lá vinha o chefe da estação com a novidade!
- Meus meninos, o cuco fugiu da gaiola entre as estações de Nine e Arentim. Podem ir embora, o cucu deve já andar por aí a fazer ninho em qualquer lado.
Era a chegada das brincadeiras da Primavera. O espeto, o pião, os botões e a ida aos grilos, ocupariam nos próximos tempos as actividades da criançada...

quinta-feira, março 16, 2006

As coisas que eu fazia...


Sábado, pela manhã, era pô-lo e vê-lo ir...
Enchia o depósito do meu bolinhas VW carocha, andava uma hora até à beira mar, sentava-me na esplanada do Guarda-Sol e, entre um café e um copo de água, lia as notícias da semana, enquanto fumava um SG filtro, amarelo e azul, a 4$70, o maço. A bica por 2$50, uns 150$00 pelo almoço e ainda sobrava muito troco.
Era muito por tão pouco...
Agora, diga-me lá o que faz por 5€?
Aquilo é que era qualidade de vida...

quarta-feira, março 15, 2006



A Primavera tem destas coisas...

A esperança renasce em cada pétala da tua flor.

E a Primavera aí está, à portinha da tua morada, ao lado do teu primeiro número.

És a primeira das muitas flores que hoje vi.

sábado, março 11, 2006

Intolerância do islão, ódios de morte...


Foi desta forma que um fotógrafo relembrou o fatídico dia 11 de Março, em Madrid.
Com tantos protestos contra os cartoons, os seguidores do profeta das areias, nem uma palavra de carinho soletraram, em memória das vítimas inocentes da carnificina provocada pelo fundamentalismo islâmico, os tais que queimaram embaixadas e bandeiras, provocando outras tantas vítimas...
Esta corja de bandidos vive, impunemente, nos seus países de origem, dominados por uma seita de sacerdotes e escribas, arautos da guerra santa, convencidos de que são os únicos no planeta, com ordem para matar, legitimados pela sua crença. Os eleitos, por Deus.
Esse tal Deus que promete o céu e virgens, a quem chacina inocentes, não poderá ser o mesmo Ser Supremo dos cristãos, dos budistas, dos indus... Este, pelo contrário, promove a paz e a felicidade entre os homens. O islão medieval não serve a humanidade... Não tem lugar neste Mundo.
A minha solidariedade e sentimento de pesar para com as vítimas dos atentados terroristas, nesse fatídico dia 11 de Março de 2004, em Madrid.

segunda-feira, março 06, 2006

O modelo da Escola do futuro está aí...


Do público à privada, é uma enorme pessegada...
São esteriótipos que já entraram no comportamento e no discurso dos nossos alunos.
Difícil é explicar e desmontar toda a campanha que a televisão encetou contra a escola.
Sem pedir licença, entra-nos pela casa dentro e, sem sermos tidos nem achados, toma conta dos mais desprevenidos. As crianças. Assim foi com a Coca-cola, Mcdonalds e companhia Lda. Agora, chega-nos o golpe de misericórdia!

Quando chega a hora fatal, não há criança ou jovem que não perca o episódio diário. É vê-los e ouvi-los, no dia seguinte, descrevendo e emitando, em gestos e epítetos bem dredados, toda aquela panóplia de actores e actrizes, modelos tranformados em realidades virtuais, dia após dia, numa gestação anti-escola, recheada de exemplos que confundem e distorcem a realidade com a ficção.
Se eu mandasse... Ai se eu mandasse...

Adeus açúcar! E morangos, só na época estival. Têm, naturalmente, o açúcar qb...

domingo, março 05, 2006

Criar pastas, E-Mails e outras coisas...

Comentando uma notícia sobre um programa de formação contínua para professores do primeiro ciclo na área das tecnologias de informação que o Ministério da Educação vai criar .
A dado passo lê-se: “No final do período de formação, os professores que tiverem aderido ao programa terão de realizar um teste prático para poderem obter um diploma de competências básicas em informática.”
Para conseguirem o diploma, os docentes terão de saber desempenhar no final das acções de formação, as seguintes tarefas:
Criar uma pasta, escrever, gravar e imprimir um texto, aceder à Internet e fazer uma pesquisa ou enviar uma mensagem de correio electrónico.
Tão pouco por um programa orçamentado em 5,3 milhões de euros e financiado por fundos comunitários?
E o que é feito do Programa Operacional para a Sociedade da Informação, POSI, já implementado e a decorrer?
Não andam a desbaratar fundos que deveriam servir para acções mais importantes, por exemplo, junto das famílias e dos Encarregados de Educação, de forma a enquadrar esta gente numa verdadeira acção educativa conjugada e promotora do sucesso educativo das crianças?
Os pais também precisam de formação, nomeadamente, no papel de educadores responsáveis e activos, na construção do Portugal moderno e civilizado.
Ou então, morangos, com muito açúcar...
Também é por aqui e por ali que a coisa tem falhado...